Gelvani Haskel, irmão do homem que matou a ex-esposa e os dois filhos, de 2 e 4 anos, em Presidente Getúlio, no Vale do Itajaí, foi condenado à prisão e a pagar indenização às famílias das vítimas. Ele era réu por ajudar o autor dos crimes a ocultar os corpos de Edineia Telles e das duas crianças em agosto de 2024.
A pena foi de seis anos, oito meses e 10 dias de reclusão e um ano de detenção, além de indenização de R$ 500 mil. Gilson Haskel, autor confesso dos assassinatos, foi achado morto três meses depois na cela do presídio. A sentença foi confirmada pelo Ministério Público.
A condenação do cunhado foi por ocultação de cadáver, por posse de arma de fogo de uso permitido e por não comunicar a violência contra criança a uma autoridade pública.
Gelvani ajudou o irmão após ele ter praticado os homicídios, concluiu a investigação. Os corpos de mãe e filhos foram colocados no porta-malas do carro de Edineia e incendiados em uma área de mata na cidade vizinha de Ibirama. Gilson foi preso dias depois no Paraná.
“Ficou bem claro que ele auxiliou o irmão no transporte e na incineração dos corpos, além de ter mantido sob sua guarda uma espingarda calibre 12 utilizada no crime. Apesar da alegação de que teria sido coagido pelo irmão, o Ministério Público provou que ele teve diversas oportunidades de comunicar às autoridades e deliberadamente optou por não fazê-lo”, ressaltou a Promotora de Justiça Juliana da Costa Lima Cangussu, que atuou no caso.
Crime
Conforme a investigação da época, as mortes aconteceram em 27 de agosto, quando Gilson Haskel chamou a vítima e os filhos até a casa dele para conversar sobre “situações relativas ao casal, guarda dos filhos e pensão”. Edinéia morava no local, mas teria deixado o imóvel por conta da separação algum tempo antes.
Após o crime, Gilson chamou Gelvani até a casa para ajudá-lo esconder os corpos. Ainda conforme o delegado, os dois homens trocaram de veículos. O autor foi detido no Paraná e tinha como objetivo chegar ao Paraguai.
Gilson tinha passagens policiais por ameaça e lesão corporal, segundo a Polícia Militar. Um mês antes dos corpos terem sido encontrados, Edinéia denunciou o homem e pediu pedida protetiva para que ele não se aproximasse dela.
Portal Guaíra com informações do G1

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