Um dos homens que aparece “abraçando” carne durante o saque a uma carga no Paraná devolveu 43 quilos furtados por ele durante interrogatório à polícia, afirmou ao g1 o delegado de Polícia Civil, Francisco José Lopes Filho, na sexta-feira (17).
O furto carga ocorreu no domingo (12) no trevo de acesso à cidade após um acidente. Como a carga não foi afetada, ficando as portas traseiras do baú do caminhão fechadas e o motorista sem ferimentos, a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) o levou para confecção de Boletim de Ocorrência (B.O.) na unidade policial.
Foi neste momento que pessoas que passavam pela região arrombaram as portas do veículo e foram filmadas “abraçando” pedaços de carne e depositando cerca de 5 toneladas, das 25 que estavam no caminhão, em carros, segundo a PRE.
O suspeito que devolveu a carne furtada, é empresário na cidade e não teve nome divulgado. Ele foi ao interrogatório na quinta-feira (16), acompanhado por um advogado. O homem foi ouvido e liberado, segundo a polícia.
Sobre a carne, o delegado afirmou que ela terá que ser descartada. “Vamos fazer a destruição e comunicar a Justiça. Não podemos doar porque caso alguém tenha algum problema podemos ser responsabilizados”, disse ao g1 o delegado Francisco.
Dos suspeitos que aparecem nas imagens, oito já foram ouvidos e na segunda-feira (20), outras oito serão ouvidas. As placas de 11 carros envolvidos no caso também foram reconhecidas.
Crimes
Segundo o delegado, os suspeito podem responder por furto simples ou qualificado – se tiverem furtado com ajuda de outras pessoas – e cumprir pena de um a quatro ano de prisão, mais multa.
A polícia afirma que iniciou a intimação dos suspeitos identificados até o momento e que apura se outras pessoas – que não aparecem nas filmagens – podem ter comprado a carne furtada. Se isso se confirmar, elas também podem responder criminalmente.
“Importante mencionar que não só quem furtou a carne diretamente, mas quem compra um produto desses sem nota fiscal, às vezes com valor abaixo do mercado, pode responder [criminalmente] ainda que não tenha intensão de cometer nenhum crime. Poderá responder por receptação dolosa ou culposa”, explicou o delegado.
Através dos vídeos e fotos amplamente divulgados nas redes sociais e denuncias anônimas, a polícia pretende identificar todos os envolvidos na situação para “atribuir responsabilidade criminal de cada pessoa que resolveu praticar esse fato criminoso”, disse o delegado.
Portal Guaíra com informações do G1

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