O deputado federal Luciano Alves (PSD-PR), filmado em uma confusão com uma mulher em Brasília, afirmou em vídeo que a discussão ocorreu por desacordo no valor de um programa. O caso aconteceu na noite de quarta-feira (25), no Lago Sul, área nobre da capital federal, e foi parar na delegacia.
“Só não acertamos o preço, então não teve acordo, não teve o programa”, disse o deputado em vídeo divulgado nas redes sociais. Imagens da discussão foram divulgadas pelo portal Metrópoles.
Segundo ele, os dois se conheceram em um restaurante. O parlamentar afirma que aceitou se encontrar com a mulher e se dirigiu até o estacionamento com ela. Ele chegou a entrar no carro dela, mas desistiu do programa após saber o valor que seria cobrado.
“Ela falou assim: ‘eu te faço companhia até de manhã e é R$ 3 mil […] Eu não posso pagar isso, não tenho como pagar esses R$ 3 mil”, afirmou.
O deputado também disse que havia consumido bebida alcoólica e que participava de uma confraternização com pessoas do gabinete. Ele nega qualquer agressão ou abuso.
Caso na polícia
A situação virou caso de polícia depois que o deputado e a mulher começaram a discutir. Segundo ele, após se recusar a pagar o valor cobrado, pediu para ser deixado novamente no restaurante.
O deputado afirma que a mulher dirigiu até o local, onde havia um segurança, e pediu que ele descesse do carro. Em seguida, ele diz que ela voltou ao restaurante e chamou a assessora do deputado para ajudá-lo a retornar para casa.
De volta ao estacionamento, a discussão continuou. O deputado voltou a xingar a mulher e a assessora também se envolveu na briga.
Neste momento, a mulher acionou a polícia e manifestou interesse em registrar um boletim de ocorrência sobre o caso.
A Polícia Militar do Distrito Federal informou que foi acionada para intervir em uma “situação de conflito entre frequentadores de um restaurante”.
Segundo a PM, a mulher informou que, durante o jantar, um homem sentado em uma mesa próxima passou a proferir ofensas e xingamentos direcionados a ela e aos acompanhantes dela. A PM informou que testemunhas e funcionários do local confirmaram “a existência do atrito verbal e o teor das ofensas proferidas”.
A Polícia Militar informou ainda que, diante do interesse da vítima em representar criminalmente pelo crime de injúria, as equipes policiais conduziram os envolvidos para a 5ª Delegacia de Polícia e que a ocorrência foi devidamente registrada pela autoridade policial judiciária para a apuração dos fatos e demais providências legais cabíveis. Ninguém foi preso.
Procurada pelo g1, a Polícia Civil do Distrito Federal afirmou que “nenhuma ocorrência foi localizada”. Em uma nova solicitação, afirmou que “encaminhou o pedido para a unidade responsável e ainda não obteve retorno”.
Portal Guaíra com informações do G1

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