O governador do Paraná, Ratinho Júnior, anunciou a desistência de disputar a Presidência da República em 2026. A decisão reposiciona o cenário político nacional e também influencia diretamente a sucessão estadual.

Ratinho Júnior afirmou que permanecerá no cargo até o fim do mandato, priorizando a continuidade de projetos no estado. A escolha envolve fatores pessoais e estratégicos, além da avaliação do cenário político nacional, onde ainda enfrentava dificuldades de projeção.

Repercussão no Paraná

Com a saída da corrida presidencial, o foco político se volta ao Paraná. Nesse cenário, o senador Sergio Moro aparece como principal nome para a disputa ao governo estadual, com apoio do senador Flávio Bolsonaro, o que fortalece sua posição dentro do campo da direita.

Críticas à gestão

A desistência também ocorre em meio a críticas à administração estadual. Entre os principais pontos questionados estão as políticas de privatização, como a venda de ações da Copel, que enfrentaram forte oposição política e debates sobre os impactos no controle público de serviços essenciais.

Na área da educação, projetos que preveem a participação da iniciativa privada na gestão de escolas estaduais geraram protestos e foram classificados por opositores como uma forma de terceirização do ensino público.

Outro foco de críticas envolve o funcionalismo público. Entidades sindicais apontam falta de reposição salarial e perda de direitos, além de medidas que ampliariam a terceirização de serviços, o que, segundo representantes da categoria, pode prejudicar a qualidade do atendimento à população.

Além disso, denúncias e polêmicas políticas também marcaram a gestão, incluindo investigações sobre uso de tecnologia de monitoramento dentro do governo e casos envolvendo aliados políticos, o que gerou desgaste e necessidade de posicionamento público por parte do governador.

Impacto nacional

Ratinho Júnior era visto como uma alternativa de centro-direita fora da polarização nacional, mas optou por não levar adiante o projeto presidencial. Analistas apontam que a combinação de desafios nacionais e pressões locais pesou na decisão.

Próximos passos

Mesmo fora da disputa presidencial, o governador deve continuar influente nos bastidores políticos, especialmente na articulação da sucessão no Paraná.

Redação Portal Guaíra