Quatro meses após o desaparecimento e morte dos quatro cobradores em Icaraíma, no Paraná, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) divulgou um documento explicando a dinâmica do crime. De acordo com o laudo, Robishley Hirnani de Oliveira, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi e Alencar Gonçalves de Souza Giron foram alvos de uma emboscada.
Segundo a investigação, o caso começou quando Alencar contratou o serviço de cobrança diretamente com Diego. Além de Affonso, Rafael e Robishley deveriam cobrar cerca de R$ 250 mil referentes à negociação de uma propriedade rural. O serviço de cobrança teria o custo de 50% do valor da dívida, segundo informações repassadas por Diego.
Entretanto, desde o início das conversas entre os homens, no dia 4 de agosto, Alencar destacou seu aflito sobre a cobrança. De acordo com ele, Antônio Buscariollo, de 62 anos, e Paulo Ricardo Buscariollo, de 22, seriam envolvidos com atos ilícitos em Icaraíma.
Ainda no dia 4, os cobradores chegaram em Icaraíma e foram com Alencar Até Vila Rica, distrito da cidade. Foi então que aconteceu o primeiro contato com os Buscariollos. Na primeira conversa, não houve um acordo sobre a dívida. Segundo a PCPR, houve a promessa de pagamento através da cessão de uma casa, mas nada se concretizou.
Cobradores foram alvos de emboscada em Icaraíma
Por volta das 7h do dia seguinte, 5 de agosto, Diego enviou áudios para sua esposa, explicando como foi o encontro. De acordo com o cobrador, Antônio Buscariollo estava armado no momento da conversa.
“O cara estava até com o revólver no bolso. O velho anda armado aqui. Mas hoje nós vamos voltar de novo, né?”, contou.
Depois da conversa com a esposa, Diego e os demais cobradores voltaram à residência dos Buscariollos, em Vila Rica. Às 11h47, o homem conversou novamente com a mulher, dizendo que os devedores estavam se escondendo deles. Por volta das 12h04, os quatro entraram na Fiat Toro e foram em direção à casa.
Às 12h30, o carro chegou na propriedade rural, e os cobradores foram imediatamente alvejados com tiros de ao menos cinco armas de fogo de calibres diversos, deflagrados de três pontos distintos. Por isso, a PCPR acredita que os quatro tenham sido vítimas de uma emboscada.
“O conjunto dos indícios apurados indica que não houve sequestro, que as vítimas não foram mantidas em cativeiro e não houve tortura, pois as mortes foram instantâneas”, afirma o documento. “Essa conclusão é possível porque os disparos foram realizados, possivelmente, quando as vítimas ainda estavam na Fiat Toro, atingindo regiões vitais (cabeça e tórax), o que torna remota a possibilidade de sobrevida para manutenção em cativeiro.”
Logo após a execução, os suspeitos teriam levado os corpos dos cobradores mortos na própria Fiat Toro até a cova onde as vítimas foram encontradas. Entretanto, as informações relacionadas a autoria do crime ainda não foram divulgadas pela PCPR.
Portal Guaíra com informações da Ric Mais
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